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      Outubro Rosa: saiba mais sobre o câncer de mama

      Outubro Rosa: saiba mais sobre o câncer de mama

      Estima-se que 1 a cada 8 mulheres americanas irão desenvolver câncer de mama invasivo ao logo da vida. Para 2019 foram estimados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil. Em janeiro de 2018 já havia mais de 3,1 milhões de mulheres americanas com histórico dessa doença, incluindo as que estavam em processo e as que já haviam terminado o tratamento. Além das estatísticas referentes ao público feminino, há um alerta para o crescimento de novos casos de câncer de mama no sexo masculino.

      A maioria dos cânceres de mama é diagnosticada em mulheres com mais de 55 anos. Além dos riscos inerentes ao gênero e ao envelhecimento, o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama praticamente dobra se tiver um parente de primeiro grau diagnosticado com essa doença.

      Cerca de 5 e 10% dos cânceres de mama estão ligados a mutações genéticas herdadas dos pais. A causa mais comum de câncer de mama hereditário é uma mutação no gene BRCA1 ou BRCA2. Estatisticamente, as mulheres com uma mutação BRCA1 têm um risco de 55 e 65% ao longo da vida de desenvolver câncer de mama. Para mulheres com mutação no BRCA2, o risco ao longo da vida é de 45%. As consequências das mutações nos genes BRCA1 e BRCA 2 aumenta também o risco de aparecimento de câncer de ovário.

      Muitos outros genes também podem levar ao desenvolvimento de câncer de mama. Como exemplo podemos citar o gene ATM (associado à doença ataxia-telangiectasia responsável por causar descoordenação motora e imunodeficiência), o TP53 (associado a síndrome de Li-Fraumeni caracterizada pelo aparecimento de tumores primários de início precoce), o CHEK2, o PTEN (associado a síndrome de Cowden responsável pelo crescimento de tumores iguais múltiplos), o CDH1, o STK11 e o PALB2 que, por sua vez, sintetiza uma proteína que interage com a proteína codificada pelo gene BRCA2.

      O câncer de mama, além de ocorrer em áreas distintas da mama tais como os ductos, os lóbulos ou o tecido intermediário, tem seu tipo determinado pelas células específicas afetadas. De acordo com as células envolvidas, os cânceres de mama podem ser classificados em duas categorias: carcinomas e sarcomas. Os carcinomas são provenientes do componente epitelial das mamas cujas células revestem os lóbulos e os ductos terminais responsáveis pela produção de leite. Os sarcomas representam uma forma mais rara de câncer de mama decorrentes dos componentes estromais que abrangem os miofibroblastos e células dos vasos sanguíneos.

      Com base em critérios de características patológicas e de invasividade, os cânceres de mama comuns podem ser divididos em três grupos principais: câncer de mama não invasivo, invasivo e metastático. O não invasivo se desenvolve in situ, dentro de ductos normais pré-existentes. O invasivo é caracterizado por células cancerígenas que se espalham para fora dos lóbulos e ductos mamários normais comprometendo também o tecido estromal circundante. Os cânceres de mama metastático são considerados os de estágio avançado cujas células doentes se espalham e acometem outros órgãos do corpo.

      A boa notícia para as pessoas acometidas pelo câncer de mama é que as taxas de mortalidade vêm diminuindo desde 1990 devido ao melhor entendimento à nível celular, molecular e genômico sobre essa doença. Os estudos de expressão gênica identificaram vários subtipos de câncer de mama que diferem significativamente no prognóstico e nos alvos terapêuticos presentes nas células cancerígenas. Uma vez que a genética permite determinar o local alvo que se busca curar, o tratamento passa ser mais personalizado e bem mais eficiente, com menor probabilidade das reações adversas ocasionadas pela quimioterapia.

      Para entendermos melhor o motivo pelo qual o câncer de mama se manifesta, precisamos unir a bioquímica e a genética molecular. As proteínas codificadas pelos genes BRCA atuam reparando danos no DNA e, portanto, suprimindo o desenvolvimento de tumores. Quando sua funcionalidade é comprometida por uma mutação, a inibição da tumorigênese é cessada favorecendo a proliferação celular. Os receptores tirosina-quinase do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2), ao desencadear a fosforilação dos domínios proteicos, estimula a sinalização oncogênica levando à proliferação exacerbada de células tumorais.

      As células do câncer de mama têm expressão relativamente alta de receptores nucleares de estrogênio (ER) responsáveis pela regulação do evento transcricional. Essa ação faz com que os genes alvo tenham sejam altamente expressos, levando também ao desequilíbrio de crescimento celular. Esse é o motivo pelo qual a utilização dos anticoncepcionais e terapia de reposição hormonal são associados ao aumento da chance de ocorrência do câncer de mama.

      No entanto, a doença, assim como qualquer outro fenótipo, não se manifesta apenas devido aos fatores genéticos. Os fatores ambientais também determinar a maneira como nosso organismo irá reagir a determinada pré-disposição. Entre os fatores não genéticos que propiciam a manifestação do câncer de mama, podemos citar: Histórico familiar de câncer de mama; Etnia; Radioterapia torácica; Exposição ao dietilestilbestrol (DES); Utilização de contraceptivos orais; Exposição à terapia de reposição hormonal; Consumo excessivo de álcool e Falta de exercício físico. A obesidade também já foi cientificamente associada ao câncer de mama.  Antes da menopausa os ovários das mulheres produzem a maior parte do estrogênio do corpo, enquanto o tecido adiposo produz apenas uma pequena quantidade. Após a menopausa, visto que os ovários param de produzir estrogênio, a maior parte do estrogênio de uma mulher vem do tecido adiposo.

      Não esqueça: os exames médicos periódicos e o autoexame das mamas são indispensáveis para a saúde. Quanto antes identificado, maior a chance de cura do câncer de mama. Caso perceba qualquer um desses sintomas, procure imediatamente o médico:

      1. Secreção nos mamilos;
      2. Alteração da coloração da mama;
      3. Edema nas mamas e/ou axilas;
      4. Inversão anormal do mamilo;
      5. Nódulo endurecido que surge na axila;
      6. Coceira no mamilo que não melhora com uso de corticoide.

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      Os benefícios da suplementação com a Coenzima Q10

      Os benefícios da suplementação com a Coenzima Q10

      Longe de ser apenas uma molécula antioxidante, a Coenzima Q10 está presente em todo o nosso organismo, participando também da produção de energia (ATP) em nossas células.

      Por ser essencial nesse processo, órgãos com maior demanda energética (como o coração, o cérebro, rins e fígado), apresentam maiores concentrações de Coenzima Q10.

      Sabe-se que o envelhecimento, maus hábitos alimentares, estresse e infecções afetam nosso estoque dessa molécula.

      Portanto, sua suplementação pode ser muito útil para evitar as diversas disfunções metabólicas trazidas por sua deficiência.

      Vários estudos demonstram que a suplementação com a Coenzima Q10 traz diversos benefícios, como:

      • Antioxidante potente
      • Melhora a qualidade de vida na melhor idade
      • Coadjuvante em doenças
      • Melhora o índice glicêmico
      • Neuroprotetor
      • Reduz o risco de lesão muscular em atletas

      A Coenzima Q10 é melhor absorvida na presença de alimentos ricos em lipídeos. Depois de absorvida, a CoQ10 é transportada ao fígado onde é incorporada dentro de lipoproteínas e concentrada nos tecidos.

      A concentração de CoQ10 nos tecidos humanos atinge seu pico aos 20 anos, diminuindo com a idade, o que aumenta a necessidade de sua suplementação, já que a falta de CoQ10 pode causar danos no cérebro, em outros órgãos e mitocôndrias no organismo (LINNANE, 1998; BLIZNAKOV, 1999).

      Comprovação de eficácia

      1. Doenças mitocondriais

      Um estudo publicado por Berbel-Garcia (2004) mostrou que a CoQ10 pode ser um suplemento eficaz na melhora da qualidade de vida em casos doenças mitocondriais.

      1. Mal de Parkinson

      Alguns estudos preliminares começaram a sugerir que, em estágios iniciais da doença, a ingestão diária de determinadas doses de CoQ10 pode ajudar a retardar o processo degenerativo.

      No final de um dos estudos, em 2002, grupos aos quais eram ministrados 1200mg diárias de CoQ apresentavam melhora na função mental, motora e na capacidade de realizar atividades cotidianas (como se vestir e se alimentar)

      44% maior em comparação ao grupo tratado com placebo (PALAN PR, 2010).

      Estudos preliminares sugeriram um retardo na progressão da doença como nos casos de Parkinson. Contudo, os experimentos ainda estão em progresso (http://huntingtonstudygroup.org/about-clinical-trials/).

      1. Infarto Agudo do Miocárdio

      A utilização da CoQ10 como suplemento para pacientes que sofreram um ataque cardíaco mostrou uma diminuição dos casos de outros problemas relacionados, angina, arritmia e até mesmo outros infartos subsequentes comparando-se com pacientes que tomaram placebo em vez de CoQ10 após sofrerem o ataque (LODI RT, 2000; SING RB, 1998).

      1. Hipertensão

      A suplementação com CoQ10 pode se mostrar promissor no tratamento da hipertensão. Alguns estudos já realizados, a administração da CoQ10 conseguiu melhorar a condição de alguns voluntários em comparação aos que tomaram apenas placebo (SING RB, 1999; BURKE BE, 2001).

      1. Lesão muscular em atletas de alto desempenho

      Um estudo avaliou a redução da lesão muscular em atletas de elite japoneses com a suplementação de Coenzima Q10. Durante o tratamento, os atletas praticavam Kendo por 5,5 horas/dia. Amostras de sangue foram retiradas duas semanas antes, nos dias de treinamento, 1, 3 e 5 semanas após o treino.

      Os parâmetros de injuria muscular foram estabelecidos com base na concentração plasmática da enzima creatina quinase e de mioglobina.

      Os resultados mostraram:

      • Atividade da creatina quinase e concentração plasmática mioglobina aumentaram significativamente em ambos os grupos nos dias 3 e 5;
      • A concentração plasmática de creatina quinase e mioglobina e a peroxidação lipídica no dia 3 de tratamento foi menor no grupo Coenzima Q10.

      A suplementação com Coenzima Q10 300mg, uma vez ao dia, reduz o risco de lesão muscular induzida por exercícios físicos em atletas treinados. Segundo os pesquisadores, a administração aguda de CoQ10 em jovens saudáveis modifica o metabolismo energético mitocondrial e os estímulos do sistema nervoso autônomo após a realização de exercícios físicos correlacionando a eficácia ergogênica desta suplementação (ZHENG A, 2008).

      Outro estudo pré-clínico avaliou os efeitos da suplementação com CoQ10 na injúria muscular e no estresse oxidativo induzidos por exercícios físicos exaustivos (SOHAL RS, 2007).

      Os resultados mostram que a suplementação com CoQ10 reduz a injúria muscular em atletas submetidos a esforço físico exaustivo. A CoQ10 reduz a concentração plasmática de creatina quinase, enzima indicadora de estresse muscular.

      A eficiência da suplementação com CoQ10 na prevenção do dano muscular causado por exercícios físicos e treinamento esportivo está relacionada com os seguintes fatores:

      • Potente ação antioxidante;
      • Propriedades estabilizadoras da membrana;
      • Atua na síntese de ATP nas mitocôndrias;
      • Estimula a captação de oxigênio no músculo esquelético;
      • Reduz o risco de lesão muscular em atletas.

        Referências bibliográficas

        Aberg,F.et al. Archives of Biochemistry and Biophysics. 1992; 295:230-234.
        Berbel-Garcia A, et.al. Coenzyme Q10 improves lactic acidosis, strokelike episodes, and epilepsy in a patient with
        MELAS. Clinical Neuropharmacology. 2004; 27:187-191.
        Bliznakov E. Aging, mitochondria, and coenzyme Q10: The neglected relationship. Biochimie, 1999; 81:1131-1132.
        Burke BE, Neuenschwander R, Olson RD. Randomized, double-blind, placebo-controlled trial of coenzyme Q10 in
        isolated systolic hypertension. South Med J. 2001; 94:1112-1117.
        http://huntingtonstudygroup.org/about-clinical-trials/ – último acesso em 16/05/2017.
        Linnane AW, Kovalenko S, Gingold EB. The university of bioenergetics disease: age associated cellular bioenergetics
        degradation and amelioration therapy. Ann NY Acad Sci, 1998; 854:202-213.
        Littarru GP. Energy and defense. Facts and perspectives on Coenzyme Q10 in biology and medicine. Casa Editrice
        Scientifica Internazionale. 1994; 1-91.
        Lodi R. Treatment with coenzyme Q10 plus vitamin E improves in vivo cardiac and skeletal muscle bioenergetics in
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        Okamoto T. et al. Interna.J.Vit.Nutr.Res. 1989; 59:288-292.
        Palan PR, Strubde F, Letko J, Sadikovic A Mikhail MS. Effects of oral, vaginal and transdermal hormonal
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      Afinal, precisamos de mais Iodo?

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      O Iodo é um mineral essencial para o crescimento e desenvolvimento do corpo humano, e sua principal função no organismo é a síntese dos hormônios tireoidianos.

      Lugol (ou solução de Lugol) é um composto formado por Iodo metaloide (I2) e Iodeto de Potássio em água destilada. É indicado para situações específicas, como:

      (1) cobrir deficiências de Iodo;

      (2) para a situação de tempestade tireoidiana, um quadro de hipertireoidismo bastante grave e que requer hospitalização.

      O uso prolongado de Lugol pode provocar danos para a tireoide, provocando e/ou piorando uma disfunção tireoidiana (hipo ou hipertireoidismo).

      A Lei nº 6.150 de 1974 determina a obrigatoriedade para a iodação de todo o sal para consumo humano e animal produzido no Brasil. Segundo a lei, cada kg de sal deveria conter de 10 a 30 mg de Iodo metaloide.

      Após discussões a respeito da possível carência de Iodo na alimentação do brasileiro, em março de 1999, através da Portaria No 218, o Ministério da Saúde estabeleceu que somente seria considerado próprio para consumo humano o sal que contivesse teor igual ou superior a 40 miligramas até o limite de 100 miligramas de Iodo, por quilograma de produto.

      Mais recentemente, uma norma da ANVISA readequou os níveis para 15 a 45 mg/kg de sal, uma vez que estudos nacionais indicavam que a população brasileira estaria ingerindo, na maioria das vezes, uma quantidade excessiva de Iodo.

      A quantidade necessária de ingestão de Iodo é de pelo menos 150 ug por dia, sendo menor para crianças abaixo de 12 anos e lactentes. Em uma alimentação com quantidade normal (na faixa de 6 gramas/dia) de sódio, a quantidade de Iodo ofertada ao organismo é na ordem de 200 a 500ug por dia. 

      Dados do Ministério da Saúde indicam que o brasileiro consome em média 9,6 gramas de sal diariamente, podendo, no total, chegar a 12 gramas (quando levados em consideração alimentos processados e consumidos fora de casa).

      Considerando que o brasileiro já adquire a quantidade necessária de Iodo através do sal e outros alimentos, a administração de Lugol pode vir a provocar um excesso de Iodo no organismo.

      Cada gota de Lugol tem 6 mg de Iodo, o que representa mais de 10 vezes a quantidade recomendável por dia de Iodo para qualquer população.

      Efeitos adversos do excesso de Iodo no organismo

      O excesso de Iodo pode provocar:

      • Hipotireoidismo – o excesso de Iodo pode desencadear doença autoimune contra a tireóide, bem como bloquear a formação e liberação dos hormônios da tireóide (T4 e T3).
      • Hipertireoidismo – o excesso de Iodo a longo prazo também pode aumentar a produção do hormônio tireoideano e provocar hipertireoidismo, especialmente naqueles que têm doença tireoideana subjacente (como bócio multinodular por exemplo). Esse efeito é conhecido como efeito de Jod-Basedow.
      • Câncer de tireóide – populações com consumo excessivo de Iodo apresentam maior risco para desenvolver um subtipo de câncer de tireóide, chamado de carcinoma papilífero. O carcinoma papilífero de tireóide é o tipo de câncer de tireóide mais comum no mundo e no Brasil.

      Fernando M. Sebastianes

      CRM 108260

      Médico endocrinologista, com doutorado pela USP.

      Docente na Faculdade de Medicina da Univ. Anhembi Morumbi- Piracicaba

      Fontes:

      http://www.thyroidmanager.org/

      http://portalsaude.saude.gov.br/

      Rossi A C, Tomimori E, Camargo R, Medeiros-Neto G. Searching for iodine deficiency in schoolchildren from Brasil: the THYROMOBIL project Thyroid 2001;11(7):659-61

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      Por que não devemos usar hormônios tireoidianos sem prescrição médica?

      Por que não devemos usar hormônios tireoidianos sem prescrição médica?

      Os hormônios da tireoide, incluindo a triiodotironina (T3) e a tetraiodotironina (T4), são reconhecidos como hormônios metabólicos fundamentais do corpo.

      Os hormônios da tireoide são essenciais para a maturação e função do sistema nervoso central (SNC) de mamíferos. Sua deficiência, portanto, quando presente durante um período crítico do desenvolvimento, afeta profundamente a função cognitiva.

      A concentração sérica dos mesmos é controlada pelo TRH, somatostatina e TSH, os quais determinam a taxa de biossíntese e secreção hormonal, bem como por desiodases (principalmente a do tipo I), enzimas que geram, nos tecidos periféricos, aproximadamente 75% do T3 presente no soro, a partir do T4 circulante; as desiodases do tipo II, por outro lado, geram T3 principalmente para os tecidos nos quais são expressas.

      Os efeitos biológicos dos hormônios tiroidianos são desencadeados por meio da sua interação com receptores nucleares que se apresentam em regiões específicas do DNA, o que determina a ativação ou inibição de seus genes-alvo e o controle da síntese de proteínas específicas.

      Outras ações dos hormônios tiroidianos são rapidamente desencadeadas (segundos/minutos), o que sugere o envolvimento de mecanismos não genômicos nos efeitos observados.

      A suplementação desses hormônios, entretanto, deve ser sempre acompanhada de orientação médica, para evitar possíveis danos à saúde.

      Para elucidar o tema, a Proderma realizou uma entrevista com o Dr. Fernando M. Sebastianes, médico endocrinologista com doutorado pela USP e docente na Faculdade de Medicina da Univ. Anhembi Morumbi – Piracicaba.

      Boa leitura!

      POR QUE NÃO USAR HORMÔNIOS TIREOIDIANOS SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA?

      Hormônios tireoidianos são indicados para o tratamento de hipotireoidismo, doença causada pela deficiência desses hormônios.

      O uso desses hormônios por pessoas com funcionamento normal da tireoide pode desencadear palpitações, taquicardia, arritmias, agitação, ansiedade, insônia, tremores, perda de massa muscular, fraqueza, queda de cabelos, unhas enfraquecidas e perda de massa óssea.

      Por isso, o uso dessas medicações deve ser criterioso e indicado e acompanhado por um profissional habilitado.

      Fonte:

      http://www.thyroidmanager.org/

      http://portalsaude.saude.gov.br/

       

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      Os riscos do uso de esteroides anabolizantes sem prescrição médica

      Os riscos do uso de esteroides anabolizantes sem prescrição médica

      Fernado M. Sebastianes é médico endocrinologista com doutorado pela USP e atua como Docente na Faculdade de Medicina da Univ. Anhembi Morumbi – Piracicaba.

      Por ser um tema de extrema importância, a Proderma realizou uma entrevista com o Dr. Fernando sobre o uso de esteroides anabolizantes e seus riscos quando não acompanhado de orientação médica.

      Boa leitura!

      POR QUE NÃO USAR ESTEROIDES ANABOLIZANTES SEM INDICAÇÃO MÉDICA?

      Esteróides anabolizantes são substâncias que podem trazer efeitos colaterais, tanto em homens quanto em mulheres, e que podem ser graves.

      Hepatite medicamentosa, muitas vezes acompanhada de icterícia (esclera amarelada), pode ocorrer com vários desses esteroides. Aumento de eventos cardiovasculares e neoplasias de fígado também podem ocorrer, a depender do tempo de uso e das dosagens.

      Bloqueio da produção endógena de testosterona, no homem, pode ser uma consequência, levando, após a suspensão do esteroide anabolizante, a uma deficiência temporária ou permanente na produção de testosterona pelo corpo (trazendo sintomas de cansaço, perda de massa muscular, baixa de libido etc).

      Na mulher, podem ocorrer irregularidade menstrual, alterações permanentes da voz (mais grossa e masculinizada) e aumento permanente do clitóris.

      Fonte: http://www.endotext.org/

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      Novembro azul: você está bem informado sobre o câncer de próstata?

      Novembro azul: você está bem informado sobre o câncer de próstata?

      O mês de novembro foi escolhido como o mês de conscientização sobre o câncer de próstata, patologia muito comum e subdiagnosticada nos homens brasileiros.

      Em uma entrevista gentilmente realizada com a Urolife (centro médico especializado em urologia na cidade de Piracicaba-SP), as questões abaixo elucidam diversos fatores sobre a doença, incluindo informações sobre grupos de risco, métodos de diagnóstico e tratamento e diversas outras peculiaridades.

      Se você tem alguém em sua família que acredita que deva ler esse texto (ou realizar os exames), por favor, compartilhe com essa pessoa. Mais do que um ato de cidadania, é um ato de amor.

      #Novembroazul

      1. O câncer de próstata é frequente nos homens brasileiros? Em qual medida?

      É o segundo câncer mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que nos anos de 2018 e 2019 apareçam 68 a 70 mil novos casos de câncer de próstata por ano.

      Embora bastante frequente, não é um câncer de alta letalidade (ou seja, dentro dos indivíduos diagnosticados com a patologia, a chance de falecimento é baixa). Todavia, o câncer de próstata é o segundo mais letal entre os homens, o que demonstra o atraso no diagnóstico em muitos casos.

      É importante salientar que toda a população masculina tem, naturalmente, 30% de chances de desenvolver câncer de próstata durante a sua vida.

            2. Qual a taxa de letalidade desta enfermidade?

      A incidência do câncer de próstata é de, em média, 10% da população masculina. Desses 10%, a taxa de mortalidade é de 3%, ou seja, não tão alta (e tem diminuído bastante). O principal responsável por essa baixa taxa é o advento do exame de sangue que mede PSA (que identifica câncer de próstata de maneira muito mais precoce do que o possível com o toque, ou seja, em fase ainda não palpável).

             3. Em qual faixa etária o câncer de próstata tem maior prevalência?

      A maior prevalência do câncer de próstata é em homens com mais de 60 anos, sendo extremamente raro que essa patologia se desenvolva em homens com menos de 50 anos. Portanto, é recomendado que o rastreamento se inicie em homens com fatores de risco para o desenvolvimento de câncer de próstata a partir dos 45 anos. Naqueles em que não há fator de risco, recomenda-se a realização dos exames partir dos 50 anos (e não a partir dos 40 anos, como se pensa).

      Consideram-se fatores de risco para câncer de próstata: histórico familiar e raça do paciente.

      a) Histórico familiar: pai ou irmãos (ou seja, 1º grau) diagnosticados com a doença. Conforme o número de familiares diagnosticados aumenta, aumenta-se também o risco. Por exemplo, se um homem tem apenas um familiar com histórico de câncer de próstata, sua chance de desenvolver a doença é de duas vezes e meia maior que homens sem histórico familiar.

      b)  Raça: A raça negra também é bastante susceptível à doença (também começa com 45 anos).

      Ou seja, se o homem não possui histórico familiar e não é negro, começa-se a realizar o rastreamento a partir dos 50 anos. Se houver uma dessas duas condições, é realizado a partir dos 45 anos. Salienta-se a importância de o homem obedecer a essas diretrizes, pois a chance de cura é de 80 a 90% para pacientes diagnosticados e tratados precocemente com o câncer de próstata.

      É importante frisar que não se trata de um exame preventivo, mas sim de rastreamento (detecção precoce). Infelizmente não há alternativas de caráter preventivo (como é possível no caso das mulheres em colo de útero, com o Papanicolau).

      Anualmente se faz o exame de sangue (PSA) associado ao exame de toque. Se ambos apresentarem parâmetros normais, mantém-se o acompanhamento anual. Se os parâmetros se demonstrarem alterados, ou o toque trouxer alguma suspeita (nódulo ou aumento da consistência em alguma região da próstata), deve-se fazer uma biopsia de próstata (com ultrassom transretal) para confirmar ou refutar o diagnóstico.

      Até o presente momento, nenhum outro exame traz mais informações/suspeitas sobre câncer de próstata que essa combinação de exames (PSA + toque). Portanto, não é mandatório que a população masculina realize, por exemplo, ultrassonografia anual para rastreamento da patologia.

               4. Os homens ainda apresentam resistência a frequentar anualmente o urologista?

      Isso tem melhorado muito. O acesso à informação, aliado ao apelo midiático e à mudança de postura masculina em relação à própria saúde, têm surtido efeito principalmente na geração masculina mais jovem, ocasionando uma maior assiduidade na realização de exames. Homens mais velhos, por sua vez, costumam apresentar maior resistência ao exame.

               5. Como é o tratamento de um câncer de próstata? Há sequelas para o paciente?

      O tratamento depende do estágio da doença e divide-se, normalmente, em 2 grupos:

      a) Homens com a doença localizada (apenas na próstata ou iniciando a atravessar a cápsula da próstata): têm a opção de realizar o procedimento curativo. Ex: radioterapia ou cirurgia de próstata (retirada de toda a próstata + vesículas seminais).

      b) Homens com metástase (não apenas localizada na próstata, mas disseminada): tratamento paliativo (controle). Não se realiza cirurgia nem radioterapia. Realiza-se bloqueio hormonal (bloqueio da produção de testosterona pelos testículos), pois a testosterona funciona como um fator de crescimento para o câncer de próstata. As células metastáticas se utilizam dela para se proliferarem. Esse bloqueio pode ser feito cirurgicamente (retirada dos testículos) ou injeta-se uma medicação bloqueadora da produção de testosterona testicular.

      Todos os métodos de tratamento trazem sequelas. A retirada cirúrgica da próstata, por exemplo, pode trazer incontinência urinária (incidência de 10%) e/ou disfunção erétil (impotência sexual), com incidência 50 a 90% nesse caso.

      A radioterapia, por sua vez, pode também trazer a impotência (até 40% de incidência), além de outros problemas causados pela exposição à radiação nos órgãos adjacentes à próstata (como a bexiga e reto). A incontinência urinária, hematúria (sangue na urina) e a hematoquezia (sangue nas fezes) são as sequelas mais comuns nesse caso.

      Como sequelas do bloqueio hormonal, são aquelas intrínsecas à própria queda da testosterona no organismo, como as ondas de calor (“fogachos”), redução da massa muscular, da pilificação (produção de pelos), da libido e da função erétil. Também se observam quadros semelhantes à depressão, acarretando na limitação de concentração, memória e disposição para realizar as atividades diárias.

               6. Em sua opinião, as politicas públicas para detecção e tratamento deste câncer são satisfatórias?

      Atualmente essas políticas melhoraram muito (nos últimos 15, 20 anos, principalmente). Alguns dos pontos de melhoria se baseiam em:

      – Aumento nos investimentos em exames de PSA;

      – Abertura de centros médicos especializados voltados à realização do diagnóstico precoce do câncer de próstata;

      As dificuldades, entretanto, ainda existem, e são variáveis de acordo com os estados do país. Em alguns estados, essa ação é realizada de forma mais abrangente (causando maior impacto à população); em outros estados, entretanto, as dificuldades por longas distâncias e baixa acessibilidade dificultam o processo.

      O grande viés do rastreamento populacional do câncer de próstata é o custo elevado com o diagnóstico e tratamento da patologia associado a um impacto pequeno na redução da mortalidade atribuída a este câncer.