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Diversas tecnologias para o tratamento de feridas são lançadas no mercado, e um desses produtos é a papaína, proveniente do látex do mamoeiro Carica papaya, encontrado comumente no Brasil.

O que é a papaína e qual sua função?

Trata-se de uma mistura complexa de enzimas proteolíticas e peroxidases, que causam a quebra das proteínas da pele desvitalizada e da necrose (que retardam o processo de cicatrização), sem alterar o tecido sadio.

Essa ação seletiva se deve a uma substância presente somente no tecido saudável que inativa as enzimas e peroxidases, impedindo sua degradação.

Outros benefícios da papaína

Além de ser usada como desbridante (que remove tecidos desvitalizado), a papaína possui ação anti-inflamatória, atuando na contração e junção das bordas de feridas, podendo ser usada em  diversas fases da cicatrização, com diferentes concentrações de acordo com o estado da ferida. 

Outro efeito da papaína é seu poder de reduzir o pH do leito da ferida, estimulando a produção de substâncias que promovem a reprodução celular e tornam o meio desfavorável ao crescimento de microrganismos patogênicos, causadores de inflamações e doenças.

Estudos sobre o uso da papaína

Embora a papaína seja utilizada no Brasil desde 1983, ainda existem opiniões diversas quanto às indicações de seu uso.

Por isso, foi realizada uma revisão sistemática de diversos artigos publicados entre 1987 e 2010, constatando a efetividade da papaína como desbridante e estimulante do processo de cicatrização de feridas.

Indicações de uso

Quanto às indicações, identifica-se que a papaína foi utilizada em feridas de diversas origens,  nas diferentes fases do processo de cicatrização e em pacientes de diferentes faixas etárias, como recém-nascidos, adultos e idosos.

Alguns dos tipos de feridas tratadas pela papaína foram:

– Úlceras por pressão/decúbito (frequente em pacientes acamados);

– Úlceras diabéticas;

– Úlceras venosas;

– Úlceras plantares e por hanseníase;

– Deiscências de suturas;

– Lesões por extravasamento de potássio e quimioterápicos; 

– Síndrome de Fournier e Piomiosite Tropical).

As formas de apresentação da papaína utilizadas ao longo dos anos evoluíram,  partindo da polpa do mamão verde em seus primeiros relatos, para as formas de pó, gel, cremes associados à uréia (com ou sem clorofila), e spray.

Segundo a revisão literária consultada, portanto, a papaína é considerada um recurso terapêutico valioso e seguro ao paciente, apesar de alguns relatos de dor e ardência.

Entre em contato com a Proderma e saiba se o uso da papaína é adequado ao seu caso. Será um prazer atendê-lo(a)!


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Referências

  1. https://doi.org/10.1590/S1983-14472012000300026, acesso em 12/07/21.