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A pele negra tem características únicas como, por exemplo, um nível maior de melanina e colágeno, o que a torna mais resistente ao sol e ao envelhecimento precoce. Porém, mesmo com o entendimento de que há inúmeros fatores que a diferem da pele branca, ainda há uma lacuna na dermatologia em relação a estudos específicos e aos produtos disponíveis no mercado, voltados exclusivamente a esse tipo de pele e suas necessidades.

Por muito tempo a dermatologia equiparou seus produtos sob o ponto de vista caucasiano, o que não faz sentido tendo em vista todas as diferenças existentes entre os tipos de pele. Mesmo que ainda um pouco escassos, no entanto, há alguns anos vem acontecendo uma mudança nesse setor por meio de estudos e isso é de extrema importância. Por exemplo, quando falamos em fotoproteção, ela não deve ser a mesma para todos os tipos de peles. Por que não? Nós explicamos a seguir.

A Escala de Fitzpatrick que classifica os fototipos

Em 1976, o dermatologista norte-americano da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, Thomas Fitzpatrick, elaborou uma escala dos fototipos cutâneos de acordo como cada pele reage ao sol. Ou seja, o resultado do estudo denominado por Escala de Fitzpatrick descreve do tipo I ao VI como é a reação ao se bronzear, qual a sensibilidade e a possibilidade de vermelhidão quando exposta ao sol. A classificação é a seguinte:

  1. Pele branca: sempre queima | nunca bronzeia | muito sensível ao sol
  2. Pele branca: sempre queima | bronzeia muito pouco | sensível ao sol
  3. Pele morena clara: queima (moderadamente) | bronzeia (moderadamente) | sensibilidade normal ao sol
  4. Pele morena moderada: queima (pouco) | sempre bronzeia | sensibilidade normal ao sol
  5. Pele morena escura: queima (raramente) | sempre bronzeia | pouco sensível ao sol
  6. Pele negra: nunca queima | totalmente pigmentada | insensível ao sol

Porém, segundo especialistas, essa classificação pode ser limitada justamente pelo foco quase exclusivo na reação da pele sob o sol, levando em consideração a formação de eritemas (vermelhidão). Inclusive existem, ainda, poucos estudos que se dedicam a compreender as peles de fototipo IV e VI, especialmente quando relacionadas ao sol e suas diferentes radiações.

Uma dessas poucas pesquisas foi realizada na Alemanha, em 2019. O estudo buscou entender as respostas das peles IV e V frente à radiação UV, luz visível e infravermelho. Apesar de um pequeno número de participantes, foi possível constatar que peles IV e V reagem mais ao infravermelho que as peles dos fototipos I e II.

Isso quer dizer que, na verdade, deve existir uma solução de fotoproteção para cada pele, afinal elas têm necessidades específicas. Nesse caso citado, segundo o estudo, seria preciso pensar para as peles IV e V em agentes antioxidantes e com efeitos refrescantes, para que pudesse amenizar os efeitos do infravermelho.

Pesquisas como essa evidenciam o quanto são necessários estudos que se aprofundem nas diferenças dos tipos de pele, especialmente a negra, e as necessidades específicas frente à proteção solar – evitando o envelhecimento precoce e doenças de pele.

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