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      A busca pela saúde e bem-estar está em constante ascensão nos últimos anos. Sabemos que hábitos alimentares saudáveis aliados a exercícios físicos regulares podem melhorar, e muito, nossa qualidade de vida.

      Não obstante, a informação de qualidade é imprescindível para que possamos realizar esse processo de forma sadia e eficaz. Para isso, é fundamental que sempre tenhamos acompanhamento de profissionais qualificados, que possam nos orientar de forma personalizada em relação aos nossos objetivos e necessidades.

      Pensando nisso, a Proderma entrevistou duas nutricionistas da cidade de Piracicaba-SP em comemoração ao Dia do Nutricionista (31 de Agosto), fornecendo informações que podem melhorar sua saúde de forma significativa. Tem informações sobre comportamento alimentar, suplementos alimentares e até mesmo sobre dietas vegetarianas e veganas!

      A primeira entrevista foi realizada com a Nutricionista Luiza Delfini, Pós-graduanda em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Desportiva (UNICAMP).

      1) Por que você decidiu seguir a carreira de nutricionista?

      Eu sempre tive um interesse na área de saúde. E desde adolescente gostava de cuidar da minha alimentação, de praticar exercícios, isso fazia parte da minha rotina. A partir daí desenvolvi esse “amor por cuidar” e percebi que era a Nutrição que tocava meu coração.

      2) Como você acredita que a nutrição afeta a qualidade de vida das pessoas?

      A nutrição nos afeta em todos os quesitos. Nossos hábitos de vida e alimentares resultam em nossa saúde. A alimentação é mais que um prato de comida para saciar nossa fome, é nutrir nosso corpo, é gerar combustível para fazer nossa “máquina” funcionar. E para que funcione bem depende estritamente do que ingerimos.

      3) Quais são os pontos cruciais que devemos focar em nossa alimentação?

      Organização e planejamento. Ninguém segue uma alimentação saudável se não se organizar para isso. A alimentação começa na hora de fazer as compras até o preparo das refeições, ou seja, temos que doar um pouco de nosso tempo para os hábitos saudáveis se consolidarem. Muitas pessoas dizem que não têm tempo, mas a alimentação também deve ser nossa prioridade.

      4) Quais são os erros mais frequentemente cometidos na rotina alimentar?

      Não ter uma boa relação com os alimentos. Hoje as pessoas estão sempre em busca de regras e proibições no que se refere à comida. Não há nenhum alimento que isolado vai te engordar, assim como, nenhum será o emagrecedor milagroso.

      Hoje as informações são disseminadas em sua grande parte de forma errada, então muitos alimentos vão de mocinhos a vilões em pouco tempo e, dessa forma, as pessoas estão cada vez mais confusas. Por isso, é de suma importância ter acompanhamento nutricional de forma individualizada.

      5) Qual a importância dos PRÉ E PROBIÓTICOS?

      O intestino é a principal porta de entrada de nutrientes no organismo, nossa saúde em geral começa nele. A função dos probióticos, os microorganismos, é de colonizar nossa microbiota intestinal, otimizando a absorção de nutrientes.

      Os prebióticos são as fibras que servem de “alimento” para as bactérias benéficas de nossa microbiota. Portanto, a adoção de bons hábitos alimentares, assim como a suplementação com os pré e probióticos podem assegurar o equilíbrio ao intestino, desempenhando papel fundamental em nossa saúde.

      Entrevista com a Nutricionista Clarissa Casale Doimo, Nutricionista (Unicamp) e Especialista em Nutrição Esportiva (USP) e em Comportamento Alimentar e Obesidade – COGNOS (Portugal).

      1) Qual a diferença entre a alimentação vegetariana e a alimentação vegana?

      Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira:  “É considerado vegetariano aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos. O vegetarianismo inclui o Veganismo, que é a prática de não utilizar produtos oriundos do reino animal para nenhum fim (alimentar, higiênico, de vestuário etc.).”

      Segundo a nutricionista, as alimentações são definidas da seguinte forma:

      Ovo-lactovegetarianos (Utiliza ovos, leite e laticínios);

      Lactovegetarianos (Não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios);

      Ovo-vegetarianos (Utiliza ovos);

      Vegetarianos Estritos (Não utiliza nenhum derivado animal na alimentação);

      Veganos (Vegetariano estrito que não utiliza componentes animais não alimentícios, como vestimentas de couro, lã e seda, produtos testados em animais).

      2) Há necessidade de suplementação vitamínica/mineral nesses tipos de alimentação?

      Não necessariamente. É interessante realizar exame de sangue específico para averiguar e depois, se houver necessidade, realizar a suplementação. Estudos recentes mostram que 40% da população que não é vegetariana (ou seja, consome carne com frequência), está com carência de vitamina B12.

      Essa vitamina antes era apenas investigada nos vegetarianos. Atualmente, sendo vegetariano ou não, é necessária a investigação bioquímica (exame de sangue) para ver se há necessidade de suplementação.

      3) Quais são as melhores fontes de proteínas para as dietas vegetarianas e veganas?

      O  grupo das leguminosas, que inclui:  feijões, ervilha, grão de bico, lentilha, soja (dar preferência para a não transgênica) e tofu de soja não transgênica.

      4) A alimentação vegetariana/vegana é mais cara que a alimentação carnívora?

      Não é para ser. Muitas vezes a alimentação vegetariana ou vegana pode ser até mesmo mais econômica, quando comparada com uma alimentação que inclua as carnes/laticínios.

      Quanto mais alimentos naturais (frutas/grãos/legumes/verduras) uma alimentação tiver, maior é a chance de ser mais econômica no Brasil, país em que encontramos grande variedade e ótimos preços de hortifruti e grãos.

       

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