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A Aromaterapia é uma das vertentes da Medicina Tradicional Chinesa, e é baseada no tratamento e manutenção da saúde a partir dos ativos dos óleos essenciais. Assim como a MTC, a Aromaterapia existe há muito tempo. Mas a forma como a conhecemos hoje não é tão antiga assim.

        Acredita-se que essa prática se popularizou no ocidente na época das cruzadas. Mas o termo “aromathérapie”, foi criado pelo químico francês René Maurice Gattefossé, que iniciou seus estudos sobre os óleos essenciais em 1920, a partir de uma percepção que teve do óleo essencial de lavanda. Ele percebeu que o óleo essencial de lavanda aumentava a capacidade de cura da sua pele queimada, e que outros óleos essenciais eram melhores antissépticos que suas versões sintéticas.

O que são os óleos essenciais?

Óleos essenciais (OE) são extraídos de plantas através da técnica de arraste a vapor, na grande maioria das vezes, e também pela prensagem do pericarpo de frutos cítricos. São compostos principalmente de mono e sesquiterpenos e de fenilpropanoides, metabólitos que conferem suas características organolépticas.

Os OE são compostos altamente puros, concentrados e voláteis, derivados de plantas, troncos, flores, raízes e sementes. Eles podem ser extraídos de vários lugares e de vários tipos de planta

Introduzido durante o período da Renascença, o termo óleo essencial  designava  “a  alma  da  planta”,  a  quintessência  para  a  cura.  Anteriormente a este período, Roma  após  invadir  territórios  como  o  Egito,  disseminou  o  uso  de  plantas aromáticas em banhos, sendo que os romanos chegaram a ter mais de 1000 casas de banho por volta de 753 a.C.. (SILVA, 1998).

As plantas aromáticas, bem como os respectivos óleos essenciais, são utilizadas desde  o  início  da  história  da  humanidade  para  saborizar  comidas  e  bebidas; empiricamente usadas para disfarçar odores desagradáveis; atrair outros indivíduos e controlar  problemas  sanitários,  contribuindo  também  para  a  comunicação  entre  os indivíduos e  influenciando o  bem-estar dos  seres humanos  e animais, demonstrando assim  uma  antiga  tradição  sociocultural  e  socioeconômica  da  utilização  destes produtos.

Os óleos essenciais  são  compostos  naturais,  voláteis  e  complexos, caracterizados por um forte odor, sendo sintetizados por plantas aromáticas durante o metabolismo secundário  e normalmente  extraídos de plantas encontradas  em países quentes,  como  as  do  mediterrâneo  e  dos  trópicos,  onde  representam  parte importante da farmacopeia tradicional. 

As propriedades farmacológicas atribuídas aos OE são diversas, e algumas são preconizadas por apresentarem vantagens importantes, quando comparadas a outros medicamentos, (como por exemplo a sua volatilidade) que os torna ideal para uso em nebulizações, banhos de imersão ou simplesmente em inalações.  A volatilidade e o baixo peso molecular de seus componentes também são de grande valia, pois possibilitam que eles sejam rapidamente eliminados do organismo através das vias metabólicas. Os OE apresentam diferentes propriedades biológicas, podendo ser utilizados nas mais variadas ocasiões.

Como utilizar os óleos essenciais em crianças?

Uma das características para prestar atenção ao trabalhar com crianças é que, a pele, o olfato e o sistema como um todo dos pequenos, é muito mais sensível que o de adultos. Por isso, por mais que não haja contraindicações em relação à aromaterapia e ao uso de óleos essenciais, é importante seguir alguns preceitos básicos, como não aplicar os óleos essenciais diretamente na pele, tanto em crianças quanto em adultos.

Os óleos essenciais, como já citado acima, são concentrados fortes, demandando sua diluição em água ou em óleos vegetais. Tomando esse cuidado, a possibilidade de irritações ou alergias diminuem, potencializando o poder terapêutico dos óleos essenciais.

  • Óleo de amêndoas doces;
  • Óleo de calêndula;
  • Óleo de semente de uva;
  • Óleo de rosa mosqueta;
  • Óleo de jojoba.

As medidas de diluição vão de acordo com a idade do bebê. Quanto mais nova a criança, mais o óleo essencial deve ser diluído.

Conheça alguns dos óleos indicados para uso em crianças e o que eles tratam.

Tratamento de ansiedade

Muitas crianças e recém nascidos são hiperativos ou sofrem de ansiedade. Essa condição pode afetar inúmeros setores da vida deles, como a qualidade do sono, a capacidade de aprendizado, de autocontrole, pode tornar a convivência com outras pessoas um pouco mais difícil.

Os óleos essenciais e a Aromaterapia conseguem auxiliar a acalmar essas crianças. Os óleos indicados para acalmar são:

  • Óleo de lavanda

O óleo de lavanda possui inúmeros benefícios para crianças, entre eles o auxílio no controle da ansiedade. Ele é um calmante natural e pode ser diluído em água para ir em um difusor de aromas, ou ser diluído em um óleo carreador e aplicado no pezinho da criança.

  • Óleo de laranja doce

O óleo de laranja doce é um calmante excelente. Além de auxiliar na absorção de Vitamina C, combate a insônia e ansiedade. O óleo de laranja também pode ser diluído em água para o difusor de aromas ou em um óleo carreador e aplicado na pele da criança.

  • Óleo de lavanda + Óleo de capim limão

O óleo de capim limão é um ótimo antisséptico, fungicida, bactericida e adstringente. Misturado com o óleo de lavanda, produz um cheiro maravilhoso e calmante. Os dois óleos podem ser diluídos em óleo de amêndoa e massageados nos pés da criança. Também podem ser diluídos no difusor para aromatizar o ambiente.

Os óleos essenciais contemplam várias propriedades que realmente fazem efeito na vida e saúde de crianças e adultos. Com cautela e seguindo as recomendações de uso, é provável que você encontre apenas benefícios.

Lembrando que as indicações acima são apenas dicas. A Aromaterapia é um cuidado complementar e útil, mas não substitui recomendações médicas. Para um tratamento completo e específico, procure um especialista.