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      Incluir alimentos funcionais, seus extratos e probióticos à dieta é a tendência e o caminho apontado pela ciência para a manutenção da saúde de forma natural. Há anos se sabe que o cranberry age como preventivo de infecções urinárias, mas não se entendia por qual mecanismo agia.

      Todos os anos, as Infecções do Trato Urinário (ITUs) afetam mundialmente mais de 150 milhões de pessoas. De acordo com a American Urological Association, as infecções do trato urinário causadas por bactérias estão entre as condições médicas mais comuns e recorrentes, especialmente para as mulheres. A ITU é também a infecção hospitalar mais frequente, representando 32% das infecções nosocomiais.

      Os dados apontam que aproximadamente 40% das mulheres e 12% dos homens experimentam pelo menos uma ITU sintomática durante a vida. Dentre as mulheres, cerca de 25% sofrem de ITU recorrente, ou seja, quando ocorrem duas ou mais vezes em um período de 6 meses.

      POR QUE AS MULHERES TÊM MAIS INFECÇÃO URINÁRIA?

      A saúde do trato urinário da mulher está diretamente ligada ao equilíbrio de sua microbiota vaginal. Quando ocorre, por exemplo, um supercrescimento de bactérias patogênicas nesse ambiente, altera-se o pH vaginal e reduz-se significativamente as bactérias “boas”, os Lactobacillus. Esse quadro provoca a chamada vaginose bacteriana, o tipo de infecção mais recorrente entre as mulheres.

      A anatomia do trato urinário feminino também é um fator facilitador à ocorrência das ITU’s. A proximidade do ânus à uretra (e o comprimento reduzido desta) fazem com que o acesso das bactérias patogênicas a todo o trato urinário feminino seja muito mais fácil que no caso dos homens.

      A bactéria Escherichia coli (E. coli) é a causa de 80 a 85% das infecções urinárias. Em condições normais de saúde, as bactérias se deparam com um ótimo sistema de defesa do trato urinário, desde o fluxo de urina até diversos fatores antimicrobianos. Se a imunidade da mulher estiver baixa, entretanto, esse ambiente se torna propício para o início de uma inflamação na bexiga ou no trato urinário inferior (cistite).

      Se imaginarmos que o trato urinário responde às infecções bacterianas de forma semelhante à que o sistema respiratório reage ao vírus da gripe, fica fácil entender: ocorre inflamação, irritação e inchaço no local. Assim, da mesma forma que é difícil respirar quando se está gripado, também é difícil urinar quando se tem uma cistite.

      OPÇÕES DE TRATAMENTO DAS ITU’s

      Tratar uma infecção urinária nem sempre é uma tarefa fácil. Deve-se levar em conta diversos fatores como idade, estado nutricional, estado imunológico, deformações anatômicas, entre outros, para se poder chegar a um tratamento individualizado e coerente com o/a paciente.

      Algumas das opções disponíveis são:

      1) Antibioticoprofilaxia

      • profilaxia pós-coito: dose única de antimicrobiano após o coito (contraindicada quando a frequência sexual é maior);
      • antibioticoprofilaxia contínua, a paciente é medicada por no mínimo seis meses, devendo ser realizada urocultura ao término do tratamento.
      • autotratamento: opção atrativa em pacientes com baixa recorrência e não associada ao coito. É viável em pacientes motivadas, que tenham bom relacionamento com o médico e que sejam adequadamente orientadas por ele.

      2) Profilaxia não antibiótica hormonal ou sintética:

      2.1) estrogênio tópico vaginal: apesar de não ser efetivo via oral, os estrogênios utilizados por via vaginal reduzem a frequência das ITU’s;

      2.2)  ácido ascórbico (vitamina C): reduz em 25% a taxa de infecção durante a gravidez;

      2.3) instilação vesical de ácido hialurônico: estudos demonstraram que, quando realizada por 4 a 8 semanas, reduziu significativamente a taxa de recorrência da cistite bacteriana.

      3) Profilaxia não antibiótica natural:

      3.1) CRANBERRY: surge na medicina em virtude das preocupações referentes à resistência antimicrobiana e dos efeitos adversos sobre a flora bacteriana normal. O fácil acesso, seu baixo custo e a ausência de efeitos adversos também são pontos favoráveis em relação ao cranberry e seus componentes.

      A proantocianidina tipo A, presente no fruto, é 20 vezes mais antioxidante que a vitamina C e 50 vezes mais potente que a vitamina E.

      O CRANBERRY E SUA AÇÃO CONTRA AS ITU’s

      Os antibióticos são a primeira e mais comum opção para se tratar as ITU’s. Porém, é de conhecimento geral que as bactérias estão progressivamente desenvolvendo resistência contra esses medicamentos. Por isso, recorrer a alternativas para a prevenção e tratamento das ITU’s é extremamente necessário. Além disso, tomar antimicrobianos pode acarretar na destruição da microflora benéfica, trazendo por consequência uma infecção oportunista por fungos, como a candidíase.

      Se as bactérias causadoras da infecção não forem totalmente eliminadas, as sobreviventes vão gerar mutações ainda mais resistentes aos antibióticos, além de produzir uma “camada protetora” (biofilme), o que dificulta e muito a ação do nosso sistema imune (e até dos antibióticos) no combate à infecção. Assim, além de não resolver o problema, pode-se gerar uma nova infecção ainda mais grave.

      O cranberry é a opção natural mais conhecida para a prevenção de infecções urinárias recorrentes, sendo muito consumido na América do Norte.

      Este fruto está classificado dentre os 50 mais potentes alimentos antioxidantes e possui uma característica muito importante na prevenção e tratamento das ITUs: fornece uma classe de flavonoides com potente ação antibacteriana – as proantocianidinas e o carboidrato D-manose. A combinação inteligente destes compostos combate a capacidade de adesão das bactérias através de suas fímbrias (estruturas de fixação das bactérias).

      AÇÃO DAS PROANTOCIANIDINAS

      As proantocianidinas (PACs) tipo A do cranberry ligam-se às fímbrias das bactérias, evitando que se “agarrem” ao trato urinário, sendo mais facilmente eliminadas.

      É importante, entretanto, observar que apenas alguns alimentos contêm PACs do tipo A, como as ameixas, amendoim, abacate, lingonberry (amora alpina) e, especialmente, o cranberry americano e a canela.

      O cranberry e seus extratos tiveram seus efeitos antimicrobianos consagrados cientificamente ao longo dos últimos anos. Em estudo realizado em 2009, o cranberry (500mg) e o antibiótico (100mg de trimetoprima) mostraram eficiência muito similar na prevenção de ITUs, sendo que o cranberry não apresentou nenhum efeito colateral apresentado pelo antibiótico.

      D-MANOSE E SEUS EFEITOS

      Apesar de pouco usual no Brasil, países da América do Norte (como os EUA) já consideram há anos a D-manose como uma arma eficaz no tratamento de infecções urinárias causadas por E. coli. A D-manose é um açúcar natural produzido pelo nosso corpo, sendo também encontrado em vegetais, grãos e frutas e, em maior quantidade, no cranberry.

      A D-manose, portanto, serve como um tipo de “escudo” ao trato urinário, impedindo que as bactérias patogênicas se liguem à sua parede. Assim, a bexiga se livra dessas bactérias a cada micção (urina), permanecendo saudável e evitando a cistite.

      Outro fator interessante é que, quando administrada por via oral, a D-manose é absorvida pelo intestino e eliminada pela urina, e por não ser metabolizada pode ser administrada com segurança a diabéticos e gestantes.

      HÁBITOS QUE DEVEM SER SEGUIDOS (ESPECIALMENTE POR MULHERES) PARA UMA BOA SAÚDE DO TRATO URINÁRIO:

      1. Beber (muita!) água no decorrer do dia, ou dar preferência a bebidas com ação diurética (chá-verde, hibisco, cavalinha, carqueja, erva-doce) – isso ajudará a diluir a urina e aumentará a excreção pela micção.
      2. Urinar sempre que sentir vontade – não se deve “segurar” a urina.
      3. Após utilizar o banheiro, a mulher deve sempre limpar a região de frente para trás (e nunca o contrário!), e dar preferência ao uso de papel higiênico (ou lenços umedecidos) sem perfume.
      4. Evitar banhos de banheira e de piscinas sem manutenção de limpeza.
      5. Higienizar a área íntima antes e depois da relação sexual. Caso tenha à disponibilidade, o uso de ducha higiênica é indicado.
      6. Evitar o uso de desodorantes íntimos, pois podem causar irritação.
      7. Dar preferência aos absorventes externos ou internos feitos de algodão*.

      *A grande maioria das mulheres não sabe, mas, atualmente, menos de 1% dos absorventes são feitos de algodão.

      Entre em contato com a equipe Proderma para mais informações sobre o uso de Cranberry, D-manose e Probióticos na prevenção das ITU’s recorrentes.

       

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