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      Câncer nos pets

      Câncer nos pets

      Geralmente, a doença surge em cães e gatos de mais idade e é mais frequente na região cutânea.

      A ocorrência de câncer em cães e gatos aumentou progressivamente nos últimos anos. Se antigamente a doença era sinônimo de eutanásia, hoje a conduta é diferente. Geralmente, a doença surge em cães e gatos de mais idade, a partir dos 10 anos, e é mais frequente na região cutânea, acometendo especialmente os animais de pelagem clara.

      Conheça os tipos mais comuns de tumores em cães e gatos:

      • Pele e tecido cutâneo;
      • Mama;
      • Hematopoiéticos;
      • Orofaringe;
      • Venéreos (em cães).

      Fatores de risco:

      • Alimentação rica em gordura;
      • Anticoncepcionais;
      • Contato com substâncias tóxicas, como herbicidas;
      • Exposição ao sol;
      • Poluição;
      • Tabagismo passivo;
      • Álcool.

      Predisposição a tipos de tumores por raça:

      • Boxer: linfomas, ósseos e mastocitomas;
      • Cocker Spaniel: linfomas, mamários e mastocitomas;
      • Pastor-alemão: linfomas, mamários e ósseos;
      • Gatos siameses: mamários e mastocitomas;
      • Labrador: linfomas, ósseos e mastocitomas;
      • Poodle: linfomas e mamários;
      • Rotweiller: linfomas e ósseos.

      Câncer, neoplasia ou tumor?

      Tumores podem ser qualquer aumento do volume no corpo. O inchaço causado por inflamações é um tumor, neoplasias também são.

      tumores

      Tumores

      Neoplasias são grupos de células diferentes daquelas que lhes deram origem.

      neoplasia

      Neoplasia

       

      Neoplasias benignas são parecidas com as células originais, e causam danos principalmente pela sua presença física.

      Neoplasias benignas

      Neoplasias benignas

      Neoplasias malignas são normalmente muito diferentes das células originais, e podem alterar ou impedir o funcionamento dos tecidos normais.

      Neoplasias malignas

      Neoplasias malignas

      Toda neoplasia maligna é um Câncer e possui capacidade de invasão e disseminação para outros órgãos (metástase).

      Referências:
      Revista CRMVSP nº69, páginas 12 e 13.

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      Chocolate: tóxico para cães e gatos

      Chocolate: tóxico para cães e gatos

      Muitas substâncias presentes nos alimentos para consumo humano são tóxicas para cães e gatos, e a falta de informação por parte dos tutores pode trazer sérias conseqüências à saúde desses animais.

      O termo “tóxico”, de maneira geral, é definido como qualquer substância exógena em quantidade suficiente que, em contato com organismo, provoca ação prejudicial e origina desequilíbrio orgânico. Alimentação compartilhada, portanto, é uma das principais causas de intoxicações alimentares em cães e gatos, que podem ocorrer de duas maneiras: por meio de fornecimento de forma intencional, ou de forma acidental, na qual o animal ingere o alimento tóxico sem o tutor perceber ou oferecer. Segundo a Federação da Indústria de pet food da Europa (Fediaf), os alimentos com mais evidência científica de toxicidade para cães e gatos são o chocolate (exceção se faz aos produzidos exclusivamente para cães), cebola, alho, e uvas em natura ou passas (VENDRAMINI et al., 2006).

      O chocolate é altamente palatável e muito atraente aos cães, sendo constituído por carboidratos, lipídios, aminas biogênicas, neuropeptídios e metilxantinas (teobromina e cafeína) (QUINZANI, 2012).  Apesar de sua concentração de teobromina ser de três a quatro vezes maior do que a de cafeína, ambas contribuem para a síndrome clínica que acontece na toxicose por chocolate (DINIZ, 2011). A quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate. Quanto mais matéria lipídica, menor será o teor de teobromina, caso dos chocolates brancos, que não oferecem tanto risco de intoxicação para os cães. Quanto mais escuro, “puro e concentrado” for o chocolate, mas teobromina possuíra e, consequentemente, maior será o risco de intoxicação (DINIZ, 2011; QUINZANI, 2012), Uma vez que cães e gatos metabolismo esses compostas de forma mais lenta, o que aumenta sua predisposição a intoxicação (VENDRAMINI et al., 2006).

      Epidemiologia

      Essa intoxicação encontra-se entre os 20 envenenamentos mais comuns descritos na literatura recente pelo National Poison Control Center (Estados Unidos). No Brasil, não existem dados estatísticas oficiais a este respeito (DINIZ, 2011). O chocolate amargo, utilizado em confeitaria, é o que oferece maior risco de intoxicação, pois possui em torno de 1,35% de teobromina. No chocolate branco, esse teor gira em torno de 0,005% (QUINZANI, 2012). A dose tóxica para cães em torno de 100 a 150 mg/kg de peso e para os gatos é de 80 a 150 mg/kg. Em cães, a dose letal situa-se entre 250 e 500 mg/kg. Entretanto, sinais clínicos leves foram observados em cães que ingeriram 20 mg/kg.

      A metabolização da metilxantina encontra algumas particularidades no cão que tornam sua ingestão altamente perigosa. Por ser um componente altamente lipossolúvel, atravessa as barreiras placentária e hematoencefálica facilmente, sendo absorvida por boa parte do trato digestivo, principalmente estômago e intestino (DINIZ, 2011; QUINZANI, 2012). Uma vez absorvida e distribuída no organismo, no sistema nervoso central compete com a adenosina, que é um inibidor pré-sináptico neuromodulador, levando a excitação e podendo ocasionar a constrição de alguns vasos sanguíneos, diurese e taquicardia. A cafeína estimula diretamente o miocárdio, o músculo esquelético e o sistema nervoso central, potencializando a excitação causada pela teobromina (VENDRAMINI et al., 2006; QUINZANI, 2012).

      Outra particularidade da teobromina é sua meia-vida. No cão, é de 17,5 horas, podendo ficar no organismo por até seis dias, pois sua eliminação não acontece pelos rins, somente por via hepática (DINIZ, 2011; QUINZANI, 2012). Em grande quantidade no organismo do cão, a teobromina causa excitação, hipertensão moderada, bradicardia ou taquicardia, arritmias (contrações ventriculares prematuras), ofegância e cianose. Já a cafeína causa taquicardia, taquipneia, hiperexcitabilidade, tremores e, algumas vezes, convulsões (QUINZANI, 2012). As metilxantinas também podem competir com os receptores benzodiazepínicos no sistema nervoso central e inibir a fosfodiesterase, resultando em aumento dos níveis de monofosfato de adenosina cíclico (AMPc) (SAMPAIO, 2010).

      Diagnóstico e tratamento

      Os sinais clínicos, observados de 6 a 12 horas após a ingestão, são: vômito, diarreia, desidratação, polidipsia, poliúria e polaciúria, náuseas, hemorragias internas e arritmias cardíacas. Pode ocorrer incontinência urinária, hipertermia e, em casos mais graves, coma e morte (VENDRAMINI et al., 2006; QUINZANI, 2012). A morte, geralmente, é consequência de arritmias cardíacas, hipertermia ou insuficiência respiratória (SAMPAIO, 2010). Hemorragia intestinal pode ocorrer, normalmente, entre 12 e 24 horas após a ingestão. O alto teor de gordura de chocolate pode provocar pancreatite (VENDRAMINI et al., 2006; SAMPAIO, 2010; QUINZANI, 2012).

      Geralmente, a intoxicação acontece em animais de pequeno porte, pois há maior quantidade de chocolate disponível em relação ao seu peso corporal. É mais comum também em animais jovens e filhotes, pois sua curiosidade natural faz com que ingiram grande quantidade de alimentos estranhos. As quantidades tóxicas não são, necessariamente, ingeridas de uma vez, visto que a teobromina pode permanecer no organismo por até seis dias. Em consequência disso, doses repetidas, em dias suscetíveis, também podem determinar a intoxicação (QUINZANI, 2012).

      O diagnóstico é baseado no histórico de exposição, acompanhado dos sinais clínicos. Deve-se diferenciar de toxicose por anfetamina, cocaína e ingestão de anti-histamínicos ou outros estimuladores do sistema nervoso central (SAMPAIO, 2010).

      O tratamento para esse tipo de intoxicação é o de suporte, associado à eliminação de todas as toxinas absorvidas, e deve ser realizado por um médico veterinário. Deve-se realizar a descontaminação nos animais que foram estabilizados ou que foram apresentados antes que os sinais clínicos se desenvolvessem (por exemplo, dentro de 1 h da ingestão).

      Caso a ingestão seja de chocolate branco ou um chocolate com baixa concentração de teobromina, pode ocorrer somente um quadro gastroentérico (vômito e diarreia), devido à presença de lipídios; neste caso, os sintomas são mais discretos e o prognóstico pode ser bom, com uma rápida recuperação do animal, depois do tratamento sintomático (QUINZANI, 2012). Os sinais clínicos podem persistir por até 72 h nos casos graves (SAMPAIO, 2010).

      Considerações finais

      Devido ao hábito do compartilhamento de certos tipos de alimento entre tutores e seus animais, a intoxicação alimentar tem se tornado comum na clínica de pequenos animais, devendo a intoxicação por chocolate ser considerada uma emergência médica. Atualmente, existem no mercado formulações específicas para cães que se parecem com chocolate e não possuem teobromina na sua composição, sendo feitas com extrato proteico vegetal, gordura vegetal, soro de leite e outros componentes não tóxicos aos cães e gatos.

      Caso tenha mais dúvidas sobre este assunto, entre em contato com os farmacêuticos Proderma!

      Artigo original:

      Revista CFMV nº71, página 38

      Referências:

      DINIZ, M.C. Intoxicação por chocolate em cães e gatos. Blog Ourofino agronegócio http://www.ourofinosaudeanimal.com/blog/intoxicacao-por-chocolate-em-caes-e-gatos/

      SAMPAIO, A.B.; DELLA FLORA, A.M.V.; ROSSATO, C.K. Intoxicação por chocolate em cães. Seminário interinstitucional de Ensino, Pesquisa e Extensão. Unicuz. 2010

      VENDRAMINI, T.H.A; MATHEUS, L.F.O; SANTOS, K.M. et al. Alimentos tóxicos para cães e gatos: Saiba identificar e tratar possíveis quadros de intoxicação. Revista Cães e Gatos. Ano 32, n.199, p.54-56, 2006.

      QUIZANI, M. Intoxicação por chocolate em cães. Revista Cães e Gatos. Ano 28, n.153, p.12-16, 2012.

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      Já tentou dar comprimido a um gato?

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      A Proderma oferece alternativas que facilitam, e muito, o tratamento veterinário.

      Comprimido grande não favorece em nada a ingestão. Quem já tentou administrar medicamentos a um animal de estimação sabe que essa pode ser uma missão quase impossível. Felizmente, há, na farmácia de manipulação, alternativas eficazes para melhorar o processo e evitar a descontinuidade do tratamento. Seja alterando a forma farmacêutica, criando associações únicas ou escolhendo a menor cápsula possível, o objetivo é o mesmo: facilitar o uso.

      De acordo com o consultor farmacêutico Luiz Cavalcante, as alternativas disponíveis nas farmácias facilitam o tratamento sem nenhum prejuízo para a eficácia. “As pastas e os pós, por exemplo, são preparações sólidas manipuladas a partir das rações caninas ou de farinha de outros cereais, como a aveia, e flavorizantes, além do princípio ativo. Essa forma farmacêutica não só é aceitável como atrativa para cães e gatos”, explica.

      Karina Bevilaqua, médica veterinária dermatologista e clínica geral, de São Paulo, reforça a importância dessas especificidades: “Quando preciso associar um antibiótico em xampu, é na farmácia que consigo. Outras vezes, prescrevo um gel manipulado para conseguir a melhor absorção com o mínimo de pegajosidade e sem deixar resíduo no pelo do animal. Quando são cápsulas, a farmácia prepara no menor tamanho possível e com flavorizantes que evitam o gosto ruim ao morder. A manipulação também me permite prescrever ativos no veículo mais adequado, evitando uma farmacodermia, tão comum nas otites”.

      Quando se trata de medicamentos de uso contínuo, como anti-hipertensivos e hipoglicemiantes, é ainda mais importante a individualização para evitar criar uma fonte de estresse frequente para o animal e o dono. “A maioria dos gatos tem muita resistência a engolir cápsula ou líquido: eles se debatem, cospem, chegam a espumar. Então, a cada prescrição, converso com o dono para encontrarmos juntos a melhor saída”, conta Karina.

      O QUE FORMULAR?

      Forma farmacêutica

      Vantagens

      Espécie

      Pós

      Fácil administração, associações de ativos

      Cães (maior frequência)

      Gatos (pouca frequência)

      Pasta oral

      Palatabilidade, fácil administração sobre a pata do animal

      Gatos

      Gel comestível

      Fácil administração na ração de animais estressados ou que não aderem a pastilhas e gomas

      Cães (maior frequência)

      Gatos (menor frequência)

      Fonte: ZACLIS, I. Navarro Xavier, Rui Xavier. Compêndio de Fórmulas Magistrais Veterinárias. Ed. Coração Brasil, 2ª Edição, 2004. / PINHEIRO, Vanessa; VIEIRA, Fabiana Campanati. Formulário Médico-Veterinário Farmacêutico. São Paulo: Pharmabooks, 2004

      Artigo original: Revista Anfarmag nº108, pág 14.

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